"Das duas Suites, gosto particularmente da segunda, não apenas pela espectacularmente descontraída interpretação da Valse, um presto que ganha maior impacto devido ao suave balanço da sua grande melodia, mas devido ao seu quase impecável alinhamento de trabalho de dedos, que mantém flutuante a dimensão rítmica sem nunca deixar que o ouvido detecte qualquer indesejável fragilidade.
As “Symphonic Dances”, escritas no Verão de 1940 enquanto o compositor convalescia de uma pequena cirurgia, foram inicialmente criadas como aparecem no disco, uma obra para dois pianos, e é tão exigente para uma ensemble como na sua versão para orquestra, que tristemente não mereceu mais do que um entusiasmo ambíguo dos críticos naquele tempo, acusando o compositor de ter simplesmente engarrafado vinho velho. É uma pena que a amizade entre Rachmaninov e Horowitz nunca tenha dado origem a uma gravação desta obra, embora tivessem estado bem perto de o fazerem (fizeram uma interpretação memorável durante um encontro de família na casa de Rachmaninov em Beverly Hills, Califórnia, em Junho de 1942), mas felizmente esta obra tem sido bem mais calorosamente acolhida no último meio século.
Schumann e Magalhães estão plenamente preparados para esta tarefa.
O finale, um movimento exacto que toma a forma de “Lento assai – Allegro Vivace”, é um tratado no que respeita a duos de piano, sempre atento às passagens mais negras mas igualmente pronto para os momentos de maior leveza.
“Polke italienne” e “Prélude in C sharp minor” (o ultimo arranjo do compositor) também estão incluídos, e eu considero que o primeiro se encontra entre os mais brilhantes exemplos – verdadeiramente empreendedor, uma interpretação espirituosa com um tremendo senso de desembaraço. O duo deve estar satisfeito com a sua interpretação de “Six Morceaux”, a “Valse” é tão poética quanto dinâmica.
Este disco, gravado de forma sensata e ponderada, merece grande sucesso".
Mark Tanner